Ralph Gehre & Gustavo Silvamaral

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RALPH GEHRE cursou Desenho e Plástica e Arquitetura e Urbanismo na UnB entre 1974 e 1980, expondo regularmente desde então. Paralelamente, tem atuado como curador em inúmeras exposições.

GUSTAVO SILVAMARAL é estudante de artes plásticas na UnB e desenvolve trabalho sobre material, materialidade e corporalidade, com produção nas áreas de gravura, pintura e performance.

Matéria no Metrópoles: Um estudo em laranja: o encontro de Ralph Gehre e Gustavo Silvamaral

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Extrato do texto curatorial

A pintura não significa, quem significa é o artista. E ele a apresenta, fazendo-a existir de um determinado modo. Pintar é, exatamente, definir esse modo, e com ele definir a autoria e seu acréscimo à pintura. Pintar é assumir o risco de saltar, cair e dispersar-se, preservando uma ética. Pintar é seguir pintando, perseguindo um valor imanente a todas as pinturas ainda a serem feitas. 

Ralph Gehre (Texto completo em pdf)

Entrevista com Ralph Gehre

P X B 320

Em laranja, performance musical

Esta série de performances musicais que acompanharão o Ciclo Curare pretende dar continuidade ao ciclo sonoro desenvolvido por deCurators em 2017: Eksperimentalis som. Em seu novo formato, músicos são convidados a criar uma peça que dialogue com a instalação na vitrine da galeria, possivelmente através de alguma técnica de “sonificação” do trabalho.; além disso, inspirados pela Dream House, de La Monte Younge e Marian Zazeela, um espaço definido usando uma combinação de som do tipo drone e luz colorida nebulosa, a proposta agora é mergulhar o ouvinte num ambiente de som e luz.

Phil Jones (http://synaesmedia.net/), músico convidado da primeira performance sonora do Ciclo Curare, é também o responsável pela idealização e curadoria de todos os  eventos sonoros do Ciclo.

Para a instalação Laranja C.I. 15985, a cor em si é obviamente a ideia proeminente. A própria vitrina é dedicada a essa cor com movimento e iluminação sutis, mas pouco em termos de figuras ou padrões contrastantes. 

A composição Em laranja foi criada a partir da sequência de dígitos no código da cor: 15 9 8 5, o qual foi usado como semente para uma composição “serialista” criada usando  Sonic Pi, um sistema para criar algoritmos e “live-coded music”. A sequência de números foi usada para gerar não apenas os tons de notas, mas também o tempo, a forma dos envelopes e os parâmetros para criar efeitos específicos. Ao longo da performance, que durou mais de três horas, ao invés de deixar a peça completamente algorítmica e determinística, adicionei improvisações no próprio Sonic Pi  e em FL Studio, em resposta a audiência.