MÚLTIPLOS

MÚLTIPLOS: o exercício experimental da liberdade é um ciclo de entrevistas transversais envolvendo diferentes áreas de conhecimento, com o objetivo de mapear/destacar/propagar a multiplicidade das biografias, práticas e pesquisas emergindo no campo da arte contemporânea. Sempre pelo Zoom.

No dia 27 de agosto inauguramos o ciclo com Alex Calheiros entrevistando Carla Barreto:

ALEX CALHEIROS é atualmente Diretor de Difusão Cultural (Casa da Cultura da América Latina e Casa Oscar Niemeyer) no Decanato de Extensão. É Professor Adjunto 4 da Universidade de Brasília. Possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2002) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2009). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, Filosofia Política e Estética.

CARLA BARRETO é doutoranda na Universidade do Porto, em Portugal, com pesquisa sobre Arquitetura Moderna Brasileira. Mestre em Arte Contemporânea pela Universidade de Brasília, Brasil (2011). Licenciada em Artes Visuais (2007), Bacharel em Artes Visuais (2008) e Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília. Professora na área de Design de Interiores e Arquitetura com pesquisa em Teoria e História da arquitetura e na área de Teoria e História da Arte. Atualmente faz parte do coletivo de arquitetos VoxelLab.

Em 10 de setembro foi a vez de Phil Jones entrevistar Lucio Araujo:

PHIL JONES é músico, programador, artista digital e desenvolvedor de software musical. Ele toca com a Orquestra de Laptops de BrasiliaNômade Lab; trabalha com trilhas sonoras para dança contemporânea e outras performances e exposições de arte; e organiza o selo de “Beleza experimental, Ruído devocional e Tecnoxamanismo” Dionysian Industrial Complex e o núcleo de “Musichacking” no Calango Hacker Clube. Mas quando ele não está fazendo música mais experimental e barulhenta ele secretamente ama a melodia e dançar. Site pessoal musical: synaesmedia.net.

LUCIO ARAUJO é mestrando em Ciências da Educação – especialidade em Ciências do Jogo – Universidade Sorbonne Paris Nord. Mestre em Arte Contemporânea pelo Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade de Brasília (UnB) – Linha de Pesquisa: Poéticas Contemporâneas.  Pós-graduado (lato sensu) em História da Arte Moderna e Contemporânea pela Escola de Música e Belas-Artes do Paraná (EMBAP). Graduado em Educação Artística – Habilitação em Artes Plásticas (Licenciatura Plena) pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Bacharelado em Marketing pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Pesquisa relações artísticas com arquivo, memória, processos, deslocamento, ruído, jogo e brinquedo. No trânsito entre linguagens estabelece percursos pelas artes plásticas, visuais, digital e sonora. Possui experiência profissional em arte-educação, atividades museais, pesquisa, consultoria museográfica, curadoria, música, marcenaria, produção artística, gráfica, multimídia e web.

Em 17 de setembro recebemos Malu Fragoso e Rodrigo Paglieri:

MALU FRAGOSO possui Licenciatura em Educação Artística, com Habilitação em Desenho, pela Universidade de Brasília (1984), mestrado em Fine Arts, major in Printmaking, pela George Washington University (1993), doutorado em Multimeios pelo Instituto de Artes da UNICAMP (SP) (2003), e Pós-Doutorado em Artes Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da ECA, USP (2014). É professora concursadas no Departamento de comunicação Visual da Escola de Belas Artes – UFRJ. Seu trabalho acadêmico aborda pesquisa de caráter transdisciplinar nos domínios da arte, ciência, tecnologia, natureza e culturas tradicionais. Se interessa por processos de transculturalidade provocados pela transposição entre áreas de conhecimento, do diálogo entre culturas, seus respectivos conhecimentos e modos de expressão inseridos no contexto da multimídia e da arte, inclusive no universo telemático. O trabalho produz estudos teórico-práticos no campo da experimentação artística envolvendo objetos e ambientes conectados na internet (IoT), performances e instalações computacionais, vídeos e fotografias digitais, cursos e oficinas práticas e teóricas. Professora no Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília entre julho 1993 e fevereiro 2009, orientadora na linha de pesquisa Arte e Tecnologia do Programa de Pós-Graduação em Arte da UnB, onde participa até hoje como pesquisadora colaboradora. Entre 2010-e 2012 foi coordenadora do curso de Comunicação Visual Design da Escola de Belas Artes da UFRJ e representante da linha de pesquisa Poéticas Interdisciplinares no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais também na EBA-UFRJ . Entre 2011-2012 foi membro eleito da Diretoria da ANPAP- Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas. É coordenadora do grupo de pesquisa REDE – Arte e Tecnologia Redes Transculturais em Multimídia e Telemática credenciado no CNPq desde 2004 e coordenadora do NANO – Núcleo de Arte e Novos Organismos – EBA/UFRJ desde 2010. Atualmente coordena o projeto de internacionalização do PPGAV/UFRJ premiado pelo Edital PrInt/CAPES/MEC. O trabalho artístico é motivado pela união das pesquisas acadêmicas e sua vivência de produtora rural na Granja Sagrada Família em Barra do Piraí. Produtora certificada pela ABIO, Associação de Produtores Agrobiológicos do Rio de Janeiro, desde 2012, é apicultora, criadora de gado leiteiro e fabricante de queijos artesanais. O espaço da sede da fazenda é residência e atelier de trabalho. As obras abordam os temas e as vivências na fazenda e são expostas em galerias e museus.

RODRIGO PAGLIERI nasceu em Santiago do Chile, viveu e trabalhou no Brasil de 1988 a 2018 e atualmente reside em Porto/Portugal onde é Professor Auxiliar Convidado no curso de Artes Visuais da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho – EAUM, onde também atua como investigador colaborador do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT). Desde 2019 Paglieri é Doutor em Artes Visuais pelo Programa de Pós-Graduação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de janeiro – PPGAV/EBA/UFRJ. Em 2018 Paglieri residiu em Barcelona onde desenvolveu sua pesquisa na Universitat de Barcelona – UB como bolsista do PDSE da Capes. O artista/pesquisador é Mestre em Poéticas Contemporâneas pela Universidade de Brasília – UnB desde 2006 e graduou-se como Bacharel em Artes Visuais também na UnB em 1998. Paglieri tem desenvolvido seu trabalho em duas direções básicas; uma para fruição em galeria com produção de objetos acionados por mecanismos e video- instalações, e outra de intervenção urbana, voltada para espaços públicos. Foi fundador e integrante do coletivo Projeto de Arte Entorno, entre 2000 e 2004. Desde 1998, tem realizado exposições individuais; concebido, participado, colaborado e organizado, inúmeros eventos, tais como: Exposições Coletivas, Workshops, Cursos, Aulas Públicas ou Conferências. Recebeu prêmios e distinções estando representado em instituições e coleções privadas. Como professor do ensino superior, atua desde sua formação, como Professor Convidado em importantes Universidades Federais, nomeadamente Universidade de Brasília e Universidade Federal do Rio de janeiro e em respeitadas universidades particulares.

Em 24 de setembro Maurício Chades e Nora Hauswirth participaram do MÚLTIPLOS:

MAURÍCIO CHADES é artista visual e cineasta piauiense. Mestre em Arte e Tecnologia e Bacharel em Audiovisual pela UnB, cursa um MFA na SAIC School of the Art Institute of Chicago, no departamento Film, Video, New Media and Animation. Os ecos entre tecnologias antigas e novas; o fluxo de matéria, orgânica, não orgânica e digital; rituais de morte, geometria espectral, ficção especulativa e tensões espaciais são temas que orbitam seu trabalho. Participou de exposições coletivas e exibiu filmes e vídeos em festivais nacionais e internacionais, como: Mostra do Filme Livre, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, RECIFEST, International Cinema Journey of Bahia, FILE Electronic Language International Festival, Besides the Screen, Pune Film Festival, Bogotá Experimental e Sphere World Cinema Carnival. Em 2019 apresentou sua primeira exibição solo, Pirâmide, Urubu, na Torre de TV Digital de Brasília.

NORA HAUSSWIRTH é produtora cultural com mestrado em Curadoria, na Universidade de Arte de Zurique, Suíça. Trabalhou em vários museus, exposições e projetos interculturais, como o Cabaret Voltaire, Manifesta 11, Openki.net, etc. Desde 2017, viaja pelo interior do norte e nordeste do Brasil usando uma kombi como estrutura de exposição itinerante. O projeto “Tururu Cine” trabalha com fotografias, músicas, filmes e documentários focados na conscientização sobre o impacto humano no meio ambiente e em histórias que fortalecem a busca da cidadania plena e da igualdade social. Ao mesmo tempo, a kombi funciona como arquivo de histórias de resistência das lutas dos camponeses e como banco de sementes, projeto voltado para a auto-sustentabilidade e para a produção de alimentos mais saudáveis.

No dia 8 de outubro Raisa Curty entrevistou Ale Gabeira:

RAISA CURTY é artista visual, ciclista e nômade. Desenha na paisagem e no papel. Pesquisa a viagem como modo de produção na arte, realizando instalações in situ e incitando etnogêneses. Ocupa-se com questões relacionadas à educação, à hospitalidade e à comunicação entre humanos e não-humanos. É mestre em artes visuais pela Universidade de Brasília (UnB), e bacharel em Pintura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Mover-se é estar sujeito às surpresas do caminho e pôr em risco a nossa forma de ver e de abordar. ALE GABEIRA faz do deslocamento uma ferramenta de trabalho e (des)constrói em função dos acidentes do trajeto. Desenvolve uma pesquisa que se apropria constantemente da efemeridade e do transplante de objetos, corpos e ideias para criar narrativas e escrever na paisagem. Seu trabalho multidisciplinar vem sendo experimentado e mostrado em diferentes países, como França, Coréia do Sul e Marrocos. Nascido no subúrbio do Rio de Janeiro em 1976, Ale Gabeira é formado em Jornalismo pela UERJ em 2003 e, desde 2009, realiza formação continuada em artes visuais e sonoras participando de residências artísticas pelo mundo.

Em 15 de outubro foi a vez de Mayra Miranda e Ianni Luna:

MAYRA MIRANDA é artista social. Formada em Artes Visuais pela UnB, com produção e pesquisa nas linguagens de videoarte e performance. É idealizadora e realizadora do Projeto Lacuna – mostras de videoarte – sendo o mais recente “Lacuna Proibidão – Videoarte Pós-Pornô’ parte de sua pesquisa sobre gênero e sexualidade. Integra o grupo de arte sonora “Cigarras” e em 2020 lançou seu projeto solo musical “REVOLUTIONAIF” e um EP com a banda “Meu Amigo Tigre”. Milita como arte-educadora desde 2006 e atualmente é professora nas Escolas Parque de Brasília.

IANNI LUNA é artista e musicista de Brasília, atualmente residindo na Alemanha e trabalhando com design de som e cinema independente. Desde 2016 vem expondo trabalhos em instalação, vídeo e performance no DF e, mais recentemente, em Portugal, Viena e Berlim. É doutora em Artes pela UnB, com uma pesquisa em arte sonora na Área de Concentração Arte e Tecnologia. Sua primeira graduação foi em Antropologia e seu mestrado foi em Estudos Feministas e de Gênero. Seus interesses recentes incluem o campo expandido entre imagem e som e os vínculos entre arte e ficção. Toca guitarra na banda Soror. Toca sintetizador e faz backing vocals na banda Laposivy. Mais infos: ianniluna.net.

No dia 22 de outubro, participaram Clara Rocha e Bia Morgado:

CLARA ROCHA é Curadora Independente e Consultora de Arte Educação desde 2013 com expertise em avaliação de programas educativos e produção de conteúdos para exposições, materiais educativos e relatórios avaliativos.  Morando em Londres desde 2015 tem  trabalhado com Instituições de arte ajudando-as à se conectarem com suas audiências transformando informações em insights para que sejam utilizados de maneira estratégica em vários aspectos de desenvolvimento das organizações, sejam eles futuros programas, desenvolvimento de audiências, parcerias e/ou financiamentos. Atualmente está desenvolvendo uma pesquisa de doutorado na Goldsmiths University London onde a partir da perspectiva curatorial analisa arte ativismo, ativismo religioso e seus impactos em políticas sociais.

BIA MORGADO é pesquisadora em artes, professora e curadora independente, especializada nos escritos de Hélio Oiticica. Realiza pós-doutorado sobre “curadoria de experiências” no PPGCOM da Escola de Comunicação da UFRJ, onde leciona para a graduação. Foi visitante do Centro de Estudos Curatoriais da University of Essex, no Reino Unido, quando pesquisou nos arquivos da Whitechapel Gallery. Cursou Museum Curating Now, na Tate Modern, onde conheceu a Clara Rocha, em 2016. Juntas iniciaram um projeto de cura da curadoria de grandes eventos como exercício crítico-sensorial.

No dia 5 de novembro recebemos Adriana Vignoli e Maicyra Leão:

ADRIANA VIGNOLI trabalha com instalações e esculturas feitas com materiais como terra, concreto, cerâmica, vidro, metais, plantas e tecnologia digital. Seu processo parte da construção de objetos geométricos dispostos no espaço em estruturas em tensão e equilíbrio. Elementos químicos ou biológicos que interfiram ou possam interagir com essas estruturas são adicionados, de modo a provocar-lhes interações e modificações, seja de peso, de estado físico, de volume. Ela propõe esculturas que têm vida própria e se modificam lenta e continuamente, transformando-se em formas outras, imprevisíveis. Interessa a ela dissolver as fronteiras material e simbólica das coisas; provocar o observador a experimentar o tempo como um fluxo contínuo, indissociável em passado, presente e futuro.

MAICYRA LEÃO é pesquisadora, artista, professora e mãe. É professora efetiva do Departamento de Teatro da Universidade Federal de Sergipe, com Doutorado em Artes Cênicas – UFBA e Mestrado em Arte Contemporânea – UnB e concluiu recentemente projeto de pós-doutorado na Freie Universität – Berlin sobre Convivialidade em projetos artísticos.  Ela também trabalhou intensamente em temas como Performance Arte em Espaços Públicos e Metodologias Colaborativas de criação artística. Como artista solo, atuou em festivais e projetos internacionais na América Latina e Europa, e realizou processos colaborativos de arte, tendo recebido mais de cinco prêmios para a realização de seus projetos. Tem produções significativas no Distrito Federal, Goiás, Bahia, Sergipe e Berlin, além de cidades do interior desses estados. Circulou pelo Brasil, em 2016, com trabalho solo pelo Projeto Palco Giratório do SESC e é integrante do coletivo Maternal Fantasies, situado na Alemanha. Além de suas atividades como pesquisadora/artista, se dedica cotidianamente à função de educadora e busca aprimorar didáticas do ensino das artes, a partir dos paradigmas da contemporaneidade.