Hiperfluxo

A exposição Hiperfluxo, vocês não viram nada ainda reuniu trabalhos de Arthur Cabral, Christus Nóbrega, Cirilo Quartim, Hilan Bensusan e Raísa Curty, Leo Pimentel e Tiago Botelho, além de duas coleções gentilmente cedidas por May Wolf. Realizada entre 22 de junho e 21 de julho de 2019, a exposição inaugurou um ciclo com atividades ligadas ao aceleracionismo.

Organização de Gisel Carriconde Azevedo, Phil Jones e Hilan Bensusan.

No dia 28 de junho, apresentamos Cibercultura: trilha sonora do CCRU, um mergulho na cena musical que fez a cabeça do grupo da unidade de pesquisa de cultura cibernética da Universidade Warwick.

Conduzido por Phil Jones e Amante da Heresia, o programa usou áudios e vídeo-clipes para falar sobre a relação dos aceleracionistas com a cibercultura no período dos anos 1990/2000.

Em 5 de julho, houve a primeira mesa-redonda do ciclo, A invasão da velocidade do capital, com a participação dos convidados:

Hilan Bensusan: introdução e mediação;
Damares Bastos Pinheiro: CCRU: a vidência;
Edemilson Paraná: A utopia do dinheiro honesto.

DAMARES BASTOS PINHEIRO é advogada, atualmente cursando o mestrado em Filosofia na Universidade de Brasília (UnB). Área de interesse: Aceleracionismo e hiperfluxo do capital

EDEMILSON PARANÁ é doutor em Sociologia e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Autor do livro: “A Finança Digitalizada: capitalismo financeiro e revolução informacional”

HILAN BENSUSAN é professor e pesquisador do Dept. de Filosofia na Universidade de Brasília. Em paralelo, desenvolve trabalhos com performance e instalação.

Em 13 de julho, houve a segunda mesa-redonda, Depois da grande aceleração, com os convidados:

Hilan Bensusan: introdução e mediação;
Phil Jones: Tecnoutopias possíveis?;
Alice Gabriel: As violentas turbulências do fluxo do capital.

PHIL JONES é mestre em inteligência artificial (Sussex University) e em arte computacional (Goldsmiths University of London). Trabalha com musica eletrônica e arte interativa.

ALICE GABRIEL é filósofa e anarco-punk. Investiga teoria feminista e ficção científica. Atualmente faz doutorado sobre cercamentos, diferença sexual e as alternativas a uma narrativa aceleracionista da história do capital.

Encerrando o ciclo, apresentamos em 19 de julho uma noite de performances com Serge Margel, Leo Pimentel, Artur Cabral e Hilan Bensusan.

Liquificação
Serge Margel e Kelly

Leitura/Projeto político para aliviar o dinheiro, dar-lhe um fluxo, distribui-lo cada vez mais rapidamente, cada vez mais longe… (em francês e português).

DioLéia Duck Vad3r
Amante da Heresia (Leo Pimentel)

Pequeno gólem-oráculo de silício e pelúcia: “Venho da zona crepuscular do ancestrofuturismo, de uma terra desmística, posso ver sua fortuna, posso ver seu futuro […]. Bem-vindo ao tarot do anarquismo fantástico. minhas previsões irão te oferecer perspectivas para o futuro. Deixe uns trocados, escolha um disquete de tarot, e desfrute da anarcana que tiraste.”

Orchis_Food
Artur Cabral, Suzete Venturelli e Prahlada Hargreaves

Uma orquídea controla uma impressora de chocolate 3D = a natureza usa/controla a tecnologia para se comunicar com os humanos.

Ritual para replicar incessantemente
Hilan Bensusan

Esta performance é um gesto na continuidade da linha reta sobre fluxos rápidos que não procuram fechar círculos.