A cidade que invent(amo)s

Em 22 de abril de 2016 inauguramos o ciclo A cidade que invent(amo)s, dedicado à celebração do aniversário de Brasília, à arquitetura e ao urbanismo. Durante o ciclo, houve debates, exposições, mostra de vídeos e filmes.

Exposição: Ricardo Theodoro
Gisel Carriconde Azevedo & Phil Jones

Mostra de videoarte e documentários: Luisa Gunther & Ary Coelho
Corpos Informáticos
Flor de Insensatez
Hilan Bensusan
Laura Virginia
Leo da Heresia
Coletivo Entrebloco

Agradecimentos: Carla Barreto
Igor Campos
Wagner Barja
Phil Jones

No dia 6 de maio ocorreu a primeira mesa de conversas sobre a experiência do espaço urbano em Brasília e arredores. Apresentamos o filme A cidade é uma só. A ideia dessa série de eventos é mesclar artistas e pesquisadores cujos trabalhos refletem a cidade.

Curadoria: Carla Barreto e Gisel Carriconde Azevedo

ADIRLEY QUEIRÓS – cineasta de Branco Sai, Preto Fica

Quando Brasília surgiu, surgiu também, perto do aeroporto, na cara de todo mundo, uma favela de migrantes, espelho oposto, a total negação da proposta da nova capital.

ANTONIO CARPINTERO – professor da FAU/UnB, especialista em desenvolvimento urbano

Apesar de ser tradicionalmente tratada como uma expressão direta do urbanismo do CIAM, a nova Capital do Brasil reúne também, desde o projeto, diversas outras filiações teóricas que nada têm de comum com os Congressos de Arquitetura Moderna. São notáveis os vínculos com os esquemas da cidade-linear e da cidade-jardim, sem falar de raízes empíricas nas cidades brasileiras do interior, tudo isso já no projeto de Lúcio Costa, de 1957.

SUED FERREIRA – arquiteta e urbanista; mestranda da FAU/UnB.

Cotidiano urbano, deslocamentos e trajetos apresentam a essência do que busco para o documentário que fará parte da minha tese.

Em 20 de maio apresentamos a segunda mesa de conversas sobre a experiência do espaço urbano em Brasília e arredores.

Curadoria: Igor Lacroix

BIANCA ILHA é arquiteta, mestranda do PPG-FAU/UnB, disserta sobre novas aplicações da tecnologia para projeto e desenho urbano, por meio do desenvolvimento de algoritmos urbanos de organização espacial.

DANIEL HORA é professor pesquisador de pós-doutorado, vinculado ao Núcleo de Estética, Hermenêutica e Semiótica do PPG-FAU/UnB. Doutor em Arte Contemporânea pela Universidade de Brasília desenvolve pesquisa sobre a produção hacker e sua estética. Vencedor do prêmio Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética de 2009, na categoria de pesquisa acadêmica.

TESSELAGEM DIGITAL é um coletivo de arquitetos, designers e desenvolvedores de tecnologias personalizadas que reúnem especialidades tanto do Laboratório de Fabricação Digital e Customização em Massa do PPG-FAU/UnB, quanto do Laboratório de Prototipagem Digital do PPG-DESIGN/UnB.

Em 3 de junho houve a terceira mesa de conversas, que deslocou-se para a Funarte Brasília, integrando a programação do Ocupa MinC DF.

ANA ZERBINI é arquiteta, com mestrado em arquitetura e urbanismo, linha de pesquisa “Paisagem, Ambiente e Sustentabilidade”. Professora da FAU, UnB, desde 2014, presta consultorias, entre outras, para salvaguarda, fortalecimento e promoção do patrimônio cultural, material (arquitetura e urbanismo) e imaterial (arte, artesanato e demais manifestações).

LUIZ PHILIPPE TORELLY é arquiteto, especialista em habitação, desenvolvimento urbano e implementação de políticas públicas, com curso de mestrado em planejamento urbano. Exerceu diversas funções públicas; atualmente é membro do Comitê Memória do Mundo da Unesco e Diretor do Departamento de Articulação e Fomento do IPHAN.

Em 19 de junho apresentamos a quarta mesa de conversas sobre a experiência do espaço urbano em Brasília e arredores. 

ESPAÇO AVI: o Urubu é um mirante, um relevo que aponta para Brasília. O Espaço AVI surge do encontro dos artistas Maurício Chades e Yasmin Adorno, que viram no êxodo do centro da cidade uma possibilidade de lócus criativo. Dessa forma, o espaço é não só um ambiente de trabalho, ateliê, mas uma questão que perpassa a criação do grupo. As práticas artísticas da dupla são diversas, desde o vídeo, fotografia às publicações independentes.

GABRIELA TENÓRIO é arquiteta, professora da FAU/UnB, pesquisa a relação entre arquitetura e vida pública. Em sua tese intitulada “Ao desocupado em cima da ponte. Brasília, arquitetura e vida pública”, destacou o conceito de “urbanidade” em sua dimensão de “cortesia, civilidade, afabilidade”.

RICARDO THEODORO é arquiteto, com mestrado em Poéticas Contemporâneas, no VIS do Instituto de Artes/UnB. Seu trabalho com fotografia reflete sobre espaço urbano e memória. Atualmente, é professor no IESB.

Finalizando o ciclo, apresentamos em 3 de julho a última mesa de conversas. 

CRIOLINA é um coletivo formado pelos DJs Rodrigo Barata, Rafael Oops e Pezão, o grupo foi um dos pioneiros nas festas de música brasileira e negra em Brasília. Atualmente, além da festa, o Criolina hoje atua como bloco carnavalesco, banda, programa de rádio e com um projeto de fomento à cultura.

LUISA GUNTHER & ARY COELHO é uma dupla de artistas que, entre outras ações artísticas, realiza performances urbanas, em parceria ou com outros colaboradores. Luisa Gunther, doutora em artes (2013), é professora do IDA/UnB e Ary Coelho, graduado em artes visuais pela UnB, possui formação na área de dança contemporânea, contato e improvisação.

REVISTA TRAÇOS  é uma publicação dedicada a promover as manifestações culturais do DF, além de ser um instrumento de reinserção social para pessoas em situação de rua.