ULTRASSOM musicHacking #6

hqdefault Ultrassom- Ciclo de Eventos Sonoros musicHacking #6 Encontro de music-hackers de Brasília, grupo envolvido na construção de aparelhos de música eletrônica artesanal. Tema: música com Arduíno. Data: sábado, 21 março, de 15h äs 18h30 Local: deCurators SCLN 412 Bloco C loja 12 (virado para a residencial; atrás da sorveteria Pallato)
Traga seu Arduíno e componentes eletrônicos vários; aberto a todos os interessados.
Uma parceria deCurators & Calango Hacker Clube (http://calango.club/projetos:musichacking:inicio)

  1 comment for “ULTRASSOM musicHacking #6

  1. March 22, 2015 at 18:30

    eis me aqui de novo para uma escritação extremamente afetiva e interesseira; eis me aqui de novo para uma crítica utópica, ao estilo “cyberpunk’s not dead”. desta vez ao “segundo dia” do evento “ultrassom – ciclo de eventos sonoros”, acontecido no dia 21 de março de 2015 neste espaço de microcuradorias “decurators”, o musichacking #6 – encontro de music-hackers de brasília, grupo envolvido na construção de aparelhos de música eletrônica artesanal, cujo tema foi “música com arduíno”.

    uma pena que tenha sido esvaziado em número, mas muito interessante qualitativamente pelas pessoas que lá estiveram. posso dizer que lá estava ao menos uma pessoa-horizonte para a expansão de meu exercício de futurologia que fiz no texto anterior: um diálogo gerador de uma contracultura combativa. no entanto, há ainda muita energia que ser gasta para tal. pois fico me perguntando se faltou solidariedade por parte de alguma(s) pessoa(s) ausente(s) em tentar romper a chuva que caiu para se dirigir até o hackerspace aberto ontem. sim, pois é necessário algo mais do que o interesse; é preciso algo mais do que camaradagem; talvez seja até preciso não amar ninguém que por lá esteve ontem, mas que para lá fosse pelo belo prazer do ativismo em rede; pelo belo prazer de hackear o mundo.

    há muito que aprender e a ensinar mutuamente. há muito gesto de dádiva a ser realizado. há muita pedagogia libertária a se viver – ninguém aprende nada na condição de escrava. um musichacker é um espaço-momento para tal liberdade, só que mediado pela música. mediação esta para que, os problemas encontrados na programação causem curiosidade e nos tornem mais ávidas por mais conhecimento. a diversão que foi banida do lazer pela condição inercial da passividade, é resgatada nesse espaço-momento de trampo/lazer ao ritmo da criatividade. nele falamos de vidas que valham a pena – “o tempo é minha vida, e nossa cultura é a do efêmero”. nele não há “democracia de supermercado”, nem mesmo uma “autonomia de self-servise”. se há espetáculo, ele é crítico, pois o recusamos e o sabotamos. nem deuses, nem tecnocratas, muito menos “big-brothers do bom senso”, pois nossa autonomia não está controlada pelos vizinhos. num musichacker, como este, os apetites são revolucionários, já que não se reivindica migalhas; a técnica está ao serviço de novas poesias, ou seja, é teoria radical digerida pela ação. enfim, é um mundo onde a criatividade não tem limites e a subversão não tem fim.

    de novo termino com a pergunta do texto anterior: e então, bora?

    léo, amante da heresia, último dos (cyber)moicanos, outono, 2015

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