ULTRASSOM – Ciclo de Eventos Sonoros

Facebook Instalações, esculturas sonoras, entrevistas, seminários, oficinas e performances de musica experimental, eletroacústica, noise e afins
ABERTURA 14 MARÇO, 20H ÀS 23H
Performances: 

Allan de Lana - "Rádio teu grito"
João Lucas - "A Construção do Tempo - diálogo com Kurt Schwitters"
Krishna Passos (K-Torrent) - "Epicentro - paisagem falante"
Victor Valentim - "Vinil projetável"

ALLAN DE LANA
Inicia-se profissionalmente em 2004, com a instalação Duas Maneiras de Furar a si Mesmo; gradua-se em Artes Plásticas na Universidade de Brasília dois anos depois. Participa do programa Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2011-2013. Atualmente, dedica-se a projetos transitórios e plataformas colaborativas em espaços urbanos e institucionais, tais como Projeto Viela: Trilha Sonora Para um Beco; e unidos caíram todos na solidão; dentre outros. JOÃO LUCAS Pianista e compositor natural de Lisboa, Portugal, inicia os estudos musicais aos 8 anos, diplomando-se no curso superior de piano do Conservatório Nacional de Lisboa. Colaborou com alguns dos mais importantes criadores do teatro e da dança contemporânea em Portugal, tendo participado como compositor em mais de setenta peças, muitas delas premiadas nacional e internacionalmente. Radicado em Brasília desde 2010, é atualmente mestrando na Universidade de Brasília, na linha de pesquisa de Processos Composicionais para a Cena. KRISHNA PASSOS É artista e pesquisador em atividade desde 2001. Com formação em artes visuais e audiovisual é mestre em Arte e Tecnologia (UnB). Seu trabalho traz influencias da performance, da arte sonora, da vídeo-arte e da intervenção urbana. Vem participando de salões, residências, prêmios e mostras desde 2001, dentre as quais destacam-se: 2o lugar VII Salão Iate (Premio Aquisição: Acervo do Museu de Arte de Brasília); Participações no SPA das Artes (PE); Residência Artística Interações Florestais (MG) além de duas Individuais na Funarte (DF). Sua pesquisa artística recente envolve híbridos de arte sonora, musica, vídeo, paisagem sonora, tecnologia e a materialidade física destes elementos. VICTOR VALENTIM Graduado em música (2013) e aluno de mestrado no curso de Arte e Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB). Como bolsista do projeto Wikinarua e participante do MídiaLab, desenvolveu pesquisa em sistemas interativos musicais, como a trilha sonora para o jogo tecnológico “NeoTamoio”, para CyberTV plataforma openGINGA e celulares. Desde 2007, é desenvolvedor e ativista do software livre, para produção de música interativa com tecnologias acessiveis à baixo custo. Trabalha como operador de áudio na empresa Empresa Brasil de Comunicação - EBC e é músico e produtor musical na empresa Miniestéreo da Contracultura.

  1 comment for “ULTRASSOM – Ciclo de Eventos Sonoros

  1. March 17, 2015 at 20:15

    UMA CRÍTICA UTÓPICA

    meu nome é léo, sou um amante da heresia e uma espécie de último dos (cyber)moicanos. por hora concretizo um projeto punk-verbo-áudio-visual chamado “punk al-suluk”, cuja primeira aparição se deu no 3º árvore monstro (oziel primo araújo), o minifestival de áudio e vídeo experimental, ano passado (2014). nos últimos meses ando circulando um zine (faça-vc-mesmx) chamado “ruídos em ruínas | ruínas em ruídos” sobre uma possível contracultura experimental. é uma publicação xerocada que resiste em ser um nó de uma rede social analógica, que, por opção, não tem versão digital alguma. e ainda, guardo para este ano de 2015 a rádio, em estilo pré-socrático, chamada “anarcOctopus”.

    essa breve apresentação de mim foi só para dar o tom do que pretendo fazer aqui com esta presente escritação, extremamente afetiva e interesseira: fazer uma crítica utópica, ao estilo “cyberpunk’s not dead”, do primeiro dia do evento “ultrassom – ciclo de eventos sonoros”, acontecido no dia 14 de março de 2015 no espaço de microcuradorias “deCurators” (http://decurators.org/), na scln 412 bloco “c” loja 12 (brasília-df). espaço este realizado por gisel carriconde azevedo & cia.

    o primeiro dia do “ultrassom” teve a microcuradoria de phil jones com as performances de allan de lana e sua ‘rádio teu grito’, joão lucas e sua ‘construção do tempo – diálogo com kurt schwitters’, khrishna passos e seu ‘epicentro – paisagem falante’ e por fim, victor valentim e seu ‘vinil projetável’. como eu disse, minha crítica é utópica e respira os ares de um “cyberpunk’s not dead”, é afetiva e interesseira, portanto, aí vai ela:

    antes de tudo, não é todo dia em brasília, esta cidade tão euclidiana, que há eventos dessa natureza (fractal) em um lugar intimista e convidativo para se interagir com as pessoas que por lá circulam – intimidade e convite apenas à princípio e em hipótese. fui lá, num exercício de futurologia, querendo encontrar uma espécie de ‘cena’ já constituída e composta por artistas cujas artes dialogam entre si e com o público de modo que o diálogo resultando fosse, ao menos, o esboço de algo que pudesse parecer uma contracultura combativa; que fossem terrorismos poéticos contra a cultura dominante da especialização acadêmica e da profissionalização no mercado de arte. fui lá já sentindo uma falta. mas eu estava curioso de saber como eu iria preencher esse meu vazio previamente sentido. pois bem, encontrei. dei de cara com um utopia ‘nasciente’ que somente eu, você e aquelas pessoas podemos realiza-la. por exemplo, senti a falta de alguém que servisse como uma espécie de mestrx de cerimônias; uma pessoa que passasse algum tipo de cola nas performances; que as tornassem grudentas e pegajosas de modo que seus respectivos realizadores não conseguissem escapar do saboroso constrangimento de falar sobre sua obra e, com isso, instaurar a interessante inconveniência das interações com o público (este que, por esta cidade, parece estar condenado à maldição da audiência zumbi) – como acontecem em shows punk e em eventos freaks. no entanto, mesmo encharcado por meu vazio que eu já havia trago de casa e essa alucinação utópica, adorei os trabalhos. adorei esse primeiro dia. a galera é mesmo talentosa. parabéns.

    mas… o vazio ainda está comigo… me persegue… será que houve mais alguém que esteve nesse evento e que tenha, apesar de gostado muito, sentido essa mesma falta utópica que senti? ao menos uma falta parecida – que pode ser distópica também. será que alguém toparia uma atuação, nada zumbi, mas futurista, colante e grudenta nos próximos dias do evento? será que alguém toparia realizar, ao menos um rascunho, dessa ‘cena’ que alucinei ver, já no segundo dia do “ultrassom”? e então, bora?

    léo, amante da heresia, último dos (cyber)moicanos, outono, 2015

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *